domingo, 17 de dezembro de 2017

Futebol de Arroio Grande-RS


Fotos: Pedro Jaime Bittencourt Júnior

Inauguração do Estádio da Avenida, do E.C. Arroio Grande, em 1954.



Nas fotos acima, atletas e guris "Caturritas" concentrados às vésperas de um Clássico, no final dos anos 50, na tentativa de surpreender o rival Saci.

SUPREMACIA ABSOLUTA

Entre as décadas de 1940 e 1950 a supremacia do Esporte Clube Arroio Grande no futebol local foi absoluta, sendo que o "Clube Saci" não encontrava rival a altura para enfrentamento na Cidade. 

Após inaugurar o seu "moderno" estádio, em 1954, o Arroio Grande iria disputar a Liga Jaguarense de Futebol, bem mais qualificada, naquele mesmo ano, face a disparidade de forças com os rivais locais.

O Grêmio Esportivo Internacional, a seu turno, buscava de todas as formas forças para poder encarar o rival.


"Gita, o 2° agachado, e Agapito, o 5°, já no Grêmio de Porto Alegre no final dos anos 40. É possível que tenham se enfrentado na grande goleada - 12 X 0 - que o Arroio Grande aplicou no Internacional, em março de 1947".

"Esta é a equipe do E. C. Arroio Grande de 1947, que aplicou a maior goleada na história dos Clássicos - 12 X 0 - exatamente na inauguração do Estádio do Grêmio Esportivo Internacional.

Em pé: Jonjoca e Silzo Freitas (dirigentes) - Gilberto - Reni - Censinho - Ademar Hermes - Jesus Lúcio - Dilúvio e Flávio - Dirceu da Barraca e Antônio Hornes (dirigentes).

Agachados: Tri-Tri, José Duarte, Chiquinho, Otávio, Agapito, Edegar Passos, Paulo Luiz e Ari Lúcio.

Gols - Paulo Luiz (4), José Duarte (3), Ari (2), Edegar Passos (1), Tri-Tri (1) e Otávio (1)"

1946. Primeira fotografia conhecida do Grêmio Esportivo Internacional. Em pé: Tenente Cordeiro (Técnico) - João Pedro - Edvar Vasquez – Clarito - Ari Magalhães - Aristeu e Olegário. Agachados: Issa – Gita - Beto Carriconde - Canivete e Adalberto.


O Grêmio Esportivo Internacional aparece, estatutariamente, como tendo sido fundado em 11 de julho de 1943, época em que, na realidade, a agremiação existia com o nome de Veterano.

A alteração de nome, de Veterano para Internacional, ocorrei apenas em 27 de novembro de 1945, através de uma Assembléia promovida pelo clube tricolor da Vila Vidal.

Antes, de 1943 até 1945, era o Veterano quem se defrontava com o E. C. Arroio Grande, sem , entretanto, conseguir fazer frente à forte equipe "Saci", fundada em 1939.

A fotografia acima remete à certa confusão, pois, datada "à mão" como sendo de 1942, deixa dúvidas a esse respeito. Entretanto, é bem possível que quem anotou a data (provavelmente alguns anos depois) tenha efetivamente se enganado, sendo a fotografia realmente de 1943, retratando o 1° encontro entre o E. C. Arroio Grande e o Veterano F. C., futuro Grêmio Esportivo Internacional.


Fotografia da primeira formação do E. C. Arroio Grande conhecida, provavelmente de 1940.

Da esquerda para a direita: Em pé: Papaco - Lauro Maciel - Cilinho - Bridone (ou, mais precisamente, Bordone) - Pipi - Caetano e o dirigente Emílio Hissé (encoberto). Agachados: Cesalpino - Dega - Jesus Lúcio e Gilberto. Sentados: Censinho (Goleiro) e Clarito.

Entre os mais antigos, existe quem afirme que o jogo de estréia de Esporte Clube Arroio Grande teria ocorrido contra o Cruzeiro local, o que parece pouco provável, haja vista o desaparecimento do E. C. Cruzeiro exatamente no ano de nascimento do "Clube Saci", isto é em 1939. 

Mais ainda, dos fundadores do Arroio Grande sempre se ouviu falar que o clube azul e encarnado surgiu exatamente para substituir o Cruzeiro, e, portanto, um não poderia ter jogado contra o outro.

De qualquer forma, não existe confirmação oficial da primeira partida disputada pelo E. C. Arroio Grande, sendo que o primeiro confronto conhecido dos "Sacis" data do início de 1940, tendo sido jogado contra o Concórdia, da Vila Cerrito, no mês de fevereiro daquele ano.

Em seguida, o Arroio Grande passou a medir forças com a totalidade dos times locais, inclusive o Veterano, nome original do Grêmio Esportivo Internacional, surgido, muito provavelmente, no ano de 1943, assim como contra as equipes da Vila Olimpo, do Cerrito e de Jaguarão, como o Mauá e o Cruzeiro.

Naquela época, primeira metade do século XX, era comum a existência de diversos times de futebol na cidade, tratando-se, muitas vezes, de verdadeiros aglomerados de jogadores que se reuniam para disputar partidas nos finais de semana, sem que, entretanto, as agremiações possuíssem a condição de Clube, que o Arroio Grande veio a buscar em 1939.

Na pequenina cidade (menos de 3 mil habitantes na zona urbana à época), os encontros entre grupos distintos de desportistas se sucediam, e os desafios eram marcados no Café central, bastando a provocação de um grupo para que o desafiado escolhesse a hora e o local para o embate que se seguiria. 

Neste quadro, surgiria em 1939 o Esporte Clube Arroio Grande, que, naturalmente já dotado de certa grandeza (em função da condição social dos seus fundadores), viria a exercer enorme influência no cenário futebolístico da época.

Organizado, o clube veio a promover uma verdadeira transformação no futebol local, passando, desde logo, a contar nos seus quadros com os melhores atletas da cidade.

Observação: Vila Olimpo, antigo distrito de Arroio Grande, atual município de Pedro Osório. A emancipação do novo município deu-se em 3 de Abril de 1959.


Esta é, provavelmente, a primeira fotografia de um time de futebol de Arroio Grande e já começa suscitando dúvidas.

Para alguns, trata-se do Esporte Clube Cruzeiro, Campeão de 1915. Já outros utilizam como referência para o time da foto o Arroio Grande Football Club, tido como “Campeão de 1916” (v. Jornal “A Evolução” - Edição de 15 de Junho de 1990), não obstante a clara inscrição na bola (1915). 

A dúvida remanesce na medida em que as primeiras notícias sobre futebol da cidade dão conta de que realmente o Arroio Grande Football Club já existia nessa ocasião; o Cruzeiro teria surgido um pouco depois.

De qualquer forma, na fotografia aparecem os seguintes jogadores:
(Em cima) Mário Lima Cornálio - Hermes Conceição - Antônio Quadrado (No centro) - Laudelino Machado de Lemos - João de Deus Mendes e Corálio Carlos Ferreira. (Sentados) Abílio Medeiros - Simão Saiz Machado - Arlindo Ghan - Aimone Carriconde e João F. Souza Lima.

Aimone Carriconde (o penúltimo sentado), tinha 15 anos de idade por ocasião da foto. Inteligente e culto, foi advogado, redator de jornal, professor e político, ocupando o cargo de Prefeito Municipal em duas ocasiões – 1929/1932 e 1952/1955. 

Após a sua morte, em 1976, legou o nome para o Ginásio Estadual - atual Instituto de Educação Aimone Soares Carriconde.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Lembrando velhos clubes


Petropolitano conquistou o título de "Campeão dos Campeões". Depois de uma campanha dificil e brilhante, a equipe do Petropolitano Futebol Clube conquistou o honroso título de campeão fluminense em 1944.

Em pê: Tecini - Herculano Burgar -Paiva - Olívio - Evaldo - Villegas - Camarinha - Alvinho - Farah - Sílvio e o senhor Arlindo Scudese, diretor de futebol. Ajoelhados: Russo - Balbina - Odilon - Quadrelli - Assis - Nezinho - Telê -  Jardel - Nenna e Vino. (Foto: Jornal "A Noite")


Criado por um pequeno, mas abnegado grupo da sociedade da cidade, a 3 de setembro de 1911, inaugurou a sua primeira praça esportiva. Mesmo sendo do antigo estado do Rio de Janeiro, o clube chegou a disputar um Campeonato Carioca de Futebol (relativo ao então Distrito Federal) em 1912. 

Contudo, o clima de guerra que envolvia toda a Europa a partir do inicio dos confrontos refletiu em Petrópolis, cidade iminentemente colonizada por alemães. Em conseqüência, o clube entrou em crise e encerrou suas atividades em 1915.

Porém, no dia 20 de junho de 1920 renasceu o Petropolitano Foot-Ball Club, após uma assembleia composta de um número muito maior de pessoas que anteriormente o clube tivera. Foram definidos o escudo, a bandeira e a flâmula do Petropolitano: eram nas cores preto e branco.

O clube inaugurou seu campo de futebol no dia 19 de março de 1922, numa partida contra o Fluminense, estádio que atualmente tem capacidade para 5.500 torcedores.

Ainda sem sede social, o clube alugou uma confortável pensão no centro da cidade e iniciou as primeiras atividades sociais, realizando reuniões dançantes para os sócios. A compra da sede esportiva só foi realizada em 18 de outubro de 1939. 

O complexo esportivo tinha 17.783 m², situava-se no bairro Valparaíso. Há mais a se inferir: coube ao presidente Arlindo Scudese assinar, em 2 de abril de 1947, a escritura de promessa e, em 13 de dezembro, a escritura definitiva. Estava adquirida e sede social da rua Roberto Silveira, com 8.000 m².

Em 7 de janeiro de 1923, o Petropolitano conquistou seu primeiro campeonato de futebol na cidade.


O clube ainda conquistou o Campeonato Fluminense de Futebol da temporada de 1944, relativo ao antigo estado do Rio de Janeiro.Time-base campeão de 1944: Odilon; Camarinha e Alvinho; Farah,Sílvio e Evaldo; Quadrelli - Zezinho - Telê,Jardel e Assis. 

Contudo, após a profissionalização do Campeonato Fluminense em 1952, manteve-se amador e abandonou as disputas de caráter profissional. (Texto: Wikipédia)



1943 - São Cristóvão, campeão do "Torneio Inicio", do Campeonato Carioca. (Foto: Jornal "A Noite")



1939 - Carioca Sport Club, do Rio de Janeiro. (Foto:  Revsta "Sport Illustrado"). Foi fundado em 23 de novembro de 1933, a partir da fusão do Carioca Football Club, que foi fundado como Club Sportivo Victorioso, no dia 16 de março de 1907, com o Gávea Sport Club. (Texto: Wikipédia)



Quadro principal do Galícia, o clube da colônia espanhola da Bahia e que conquistou o título de campeão do Torneio Inicio de 1939. (Fonte: “Revista Sport Illustrado")



1938- Yankee F.C., de Salvador, Bahia, que disputou o campeonato baiano. Um dos clubes que surgiu e desapareceu rapidamente no futebol da Bahia foi o Yankee. Seus dirigentes foram os responsáveis pelo primeiro contrato profissional na época, quando trouxeram o treinador uruguaio Humberto Cabelli. 


No entanto, por serem contrários ao profissionalismo, resolveram acabar com a equipe. Participou pela primeira vez do Campeonato Baiano de Futebol da 1ª Divisão em 1920 terminando na 8ª colocação entre 12 clubes.

No ano seguinte terminou na 10ª colocação entre 12 clubes sendo rebaixado à Segunda Divisão, competição a qual disputou em 1922 sagrando-se vice-campeão ao perder o título para o Auto Bahia Futebol Clube.

Em 1923 sagrou-se campeão ao vencer a Segunda Divisão, em seu retorno a elite no ano seguinte terminou na 6ª colocação entre nove clubes. De 1925 a 1927 terminou a competição sempre na última colocação, porém sem sofrer rebaixamento.

Em 1928 terminou em penúltimo, retornou a 1ª Divisão apenas em 1937 quando foi último colocado e rebaixado pela última vez. (Texto: Wikipédia. Foto: Revista "Sport Illustrado")


Yankee F.C. em 1920. (Foto: Revista "Vida Sportiva")



Uma das primeiras formações do G.E. Pampeiro, de Soledade (RS). A foto foi guardada por Rubens Franco e mostra, entre outros Miranda, Corote, Harry, Nanico, Dêncio, Zaia Agnelo e Alcides.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Santa Maria, de Santos


O Santa Maria Atlético Clube foi fundado no dia 8 de outubro de 1925 e se constituiu em um dos mais antigos integrantes do quadro associativo da Liga de Futebol Amador de Santos e da Federação Paulista de Futebol.

Seus fundadores foram Antônio Maia, Antônio Martins, Manuel Franchine, José Amado Ferreira, além de outros. Foi campeão da 1ª Divisão Santista nos anos de 1945, 1948 e 1952, o Campeonato da 1ª. Divisão.

Em 1954 conquistou de maneira invicta os títulos de primeiros e segundos quadros. E, por várias vezes levantou o Torneio Início. Disputou o Campeonato da 1ª. Divisão de Amadores, em 1957, destacando-se suas atuações com a conquista de títulos honrosos para a sua galeria de feitos memoráveis.

Seu patrimônio era representado por seu campo de esportes e sua sede social, com salão de festas e sala de TV.

Conforme relato da senhora Soraya dos Santos Nieto, a sede do clube era em frente a padaria Santa Maria, de propriedade dos Turienzo Nieto, ao lado da igreja Nossa Senhora de Fátima, no bairro do Jardim Santa Maria, zona noroeste santista. (Fonte: Federação Paulista de Futebol)

Fotos: Blog Gigi na Rede


Mario Bellini Ferreira e Armando Turienzo Nieto, com o uniforme do Santa Maria e a faixa de Campeão Invicto do Quarto Centenário, em 1954. (Foto e descrição enviadas por Soraya dos Santos Nieto para o Jornal Eletrônico Novo Milênio)

Time do Santa Maria, sem o ano. Ladeando o goleiro, Mário Bellini Ferreira e Armando Turienzo Nieto. Pressume-se que seja de 1954. (Foto e descrição enviadas por Soraya dos Santos Nieto)


Time do Santa Maria, sem o ano. No meio, agachado, Armando Turienzo Neto, e do lado direito Mario Bellini Ferreira (Foto e descrição enviadas por Soraya dos Santos Nieto para o jornal "Novo Milênio")


Em pé, Bochecha, agachados, Armando Turienzo Nieto e Nilton Justo. (Foto e descrição enviada por Soraya dos Santos Nieto)

Apaixonado pelo Santa Maria, Alemão ou Turienzo, também jogou no infantil do Americana. (Foto e descrição enviada por Soraya dos Santos Nieto)

1948. Em pé: Pirilo - Biná - Manequinho - Ciciá - Orlando e Fernandes. Agachados: Cardoso - Batata - Bianco - Oswaldo e Aristides.


Salustiano Turienzo Nieto, participou da 1ª Diretoria do Clube, como 2º Tesoureiro. (Foto e descrição enviada por Soraya dos Santos Nieto)

domingo, 3 de dezembro de 2017

O rei das fusões


O Paraná Clube nasceu da fusão dos antigos clubes Colorado e Pinheiros. E se tornou recordista mundial em matéria de fusões e trocas de nome. A primeira delas aconteceu em  1914, quando o Leão F.C. e o Tigre F.C. se unirem para fundar o Britânia Sport Clube.

No mesmo ano, nasceu o Savóia. Em 1915 surgiu o Água Verde. No ano de 1920, o Savóia incorporou o Água Verde e nasceu o Palestra Itália. Em 1930 foi fundado o Ferroviário. Na Segunda Guerra Mundial, o Palestra Itália virou Paranaense e Comercial e ainda Palmeiras.

Em 1942, o Savóia mudou de nome para Esporte Clube Brasil. Com o fim da Grande Guerra, o Palmeiras voltou a ser Palestra e o Brasil adotou o nome de Água Verde. Em 1971, Britânia, Palestra e Ferroviário fundiram-se para formar o Colorado Esporte Clube.

No mesmo ano, o Água Verde passou a se chamar Esporte Clube Pinheiros. Em 1989, Colorado e Pinheiros deram, enfim, origem ao Paraná Clube.


Estádio da Vila Capanema, reduto do Paraná Clube (Foto: Triaquim Malucelli).


2017. (Foto: Triaquim Malucelli).


2016.


2014. (Foto: Triaquim Malucelli).


2006. (Foto: Djalma Vassão, jornal "Gazeta Press)


1993. Campeão estadual. Campeão paranaense de 1993. Em pé: Gralak – Régis – Marques – Marcão - João Antônio e Ednelson. Agachados: Adoílson – Tadeu - Luís Américo - Tiba – Claudinho e Moacir (massagista). (Foto: Triaquim Malucelli).




O Britânia Sport Club foi uma agremiação da cidade de Curitiba(PR). Fundado em 1914, a equipe fez sucesso, chegando a ser considerado o melhor time do Paraná, nas décadas de 10 e 20. O Britânia foi Heptacampeão Paranaense: 1918, 1919, 1920, 1921, 1922, 1923, 1928. 

Depois o clube parou com o futebol profissional. Em 1971 foi chamado pelo Clube Atlético Ferroviário, um dos principais clubes da capital, para fazer a fusão com o Palestra Itália Futebol Clube, formando assim o Colorado Esporte Clube.

Ano de 1965.


Britânia sem o ano.


José, atacante do Britânia em 1940. (Fonte: Jornal "Correio do Paraná").


Taça Britânia, conquistada em 1938.



1975. (Foto: Arquivo de Marcelo Dieguez)

1966. (Foto: Jornal "Diário do Paraná)

1965. (Foto: Arquivo de Marcelo Dieguez)

1956. (Foto: Arquivo de Marcelo Dieguez)

1942. Clube Atlético Ferroviário, vice-campeão do Paraná. (Foto: "Revista Sport Ilustrado")

1941. (Foto: "Revista Sport Ilustrado")



Foto atual da sede do Água Verde. (Fonte: Wikipédia)


Foto antiga do "Estádio Orestes Thá", que pertencia ao Água Verde Futebol Clube. Não se sabe o ano. (Fonte: Arquivo de Marcelo Dieguez)


1967. Campeão. Fonte: Arquivo de Marcelo Dieguez)



Documentário “Pinheirão: memórias de um gigante”

O estádio Pinheirão retratado desde os grandes momentos e decisões até imagens inéditas do abandono. É o que apresenta o documentário “Pinheirão: memórias de um gigante”, produzido por estudantes de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Fechado desde maio de 2007 por causa de dívidas, o Complexo Esportivo do Pinheirão foi leiloado em 2012 e adquirido por um empresário por R$ 57 milhões. De lá para cá, quem passa pelo local vê apenas o abandono de um dos principais palcos da história do futebol paranaense.

Projetado inicialmente para ser um dos maiores estádios do mundo, com capacidade que chegaria a 110 mil, o Complexo Esportivo do Pinheirão foi construído na década de 1970, mas inaugurado oficialmente apenas em 1985, em uma partida entre as seleções do Paraná e de Santa Catarina – os catarinenses venceram por 3 X 1.

Foi casa do Atlético-PR e do Paraná Clube durante alguns anos, e também recebeu partidas da seleção brasileira.

Segundo o estudante Gabriel Sawaf, um dos objetivos do documentário é justamente lembrar o importante papel do Pinheirão no cenário esportivo paranaense.

O documentário de 18 minutos mescla imagens históricas com cenas da situação atual do Pinheirão. Para contar um pouco sobre o estádio, os estudantes ouviram personagens importantes, começando pelo ex-jogador Sicupira e o radialista Eduvaldo Brasil, que falam um pouco da história do complexo.

Quem também participa é o ex-jogador Baianinho, que passou por vários clubes do futebol paranaense e atuou por várias vezes no Pinheirão. A identificação dele com o estádio ainda continua, já que trabalha com uma escolinha de futebol em parte do complexo.

O curta relembra momentos importantes vividos pelo trio da capital paranaense. O primeiro relato é sobre o título da Série B do Campeonato Brasileiro de 1992, conquistado pelo Paraná Clube sobre o Vitória.

Quem conta um pouco do que viveu na primeira partida da decisão, vencida pelo tricolor por 2 a 1, é Serginho Prestes.

O documentário lembra também o Coritiba conquistando o título paranaense de 1999, colocando fim a uma fila de 10 anos. O Coritiba não tem tantos jogos no Pinheirão, já que tinha o Couto Pereira.

Por fim, “Pinheirão: memórias de um gigante” traz os jogadores falando sobre a situação atual do estádio. Para a maioria, o sentimento é de tristeza por ver abandonado o local que foi palco de grandes momentos do futebol paranaense.

A produção do documentário fez parte de uma das disciplinas do 6ª período de jornalismo da PUCPR. Além de Gabriel Sawaf participaram Daniel Malucelli, Hélcio Weiss, Leonardo Dulcio, Natália Moraes e Pedro Melo. O vídeo foi lançado em novembro durante o Festival Ação de Curtas e Documentários. (Fonte: Texto e fotos: Globo Esporte)

Atual situação do estádio

Complexo Poliesportivo do Pinheirão foi fechado em 2007 e leiloado em 2012.

Documentário Pinheirão memórias de um gigante traz cenas inéditas do abandono do estádio.

Grama alta toma conta da parte interna do estádio.

As cadeiras tricolores do período em que foi utilizado pelo Paraná Clube permanecem no Pinheirão.