domingo, 22 de janeiro de 2017

Memória do futebol de Caçapava do Sul



Todo o material sobre o futebol de Caçapava do Sul me foi enviado pelo amigo Nilvo Torres Dorneles (nilvovotorres@yahoo.com.br), que mantém uma coluna na imprensa local, denominada "Memória do Futebol Caçapavano".

Nesta primeira publicação, o Nilvo me enviou cinco fotos com os respectivos textos para cada clube. As principais agremiações de Caçapava do Sul são Caçapava, Aymoré, Gaúcho e Floriano. Destes, apenas Caçapava e Floriano ainda estão em atividade.

O material do Corinthians é importante também, pois, embora não fosse da primeira divisão, era uma espécie de time para formação de jogadores,  que depois eram disputados pelos outros clubes. A propósito, o time do Nilvo é o Caçapava, o maior vencedor em número de títulos e de maior torcida. Os textos estão exatamente como foram publicados.

Ele também tem algum material (menos fotos) de times de São Gabriel que vinham jogar em Capava do Sul na década de 40, que será publicado no blog.

Ele também tem algum material (menos fotos) de times de São Gabriel que vinham jogar em Capava do Sul na década de 40, que será publicado no blog.
O século XX estava finalizando sua segunda década e o futebol já estava criando raízes para se tornar o esporte mais amado pelos brasileiros.

Em Caçapava do Sul, um grupo de cidadãos, liderados por Hermínio Pinós Duarte, decidiram criar um clube de futebol para introduzir de forma organizada este esporte em nossa cidade. E assim, em 12 de outubro de 1919, à sombra das Casuarinas, nascia o Caçapava Futebol Clube com as cores vermelho e branco.

Foi um acontecimento para a cidade, várias pessoas, entre adultos, jovens e crianças, participaram da solenidade de fundação. O fardamento inicial e a bola foram doados por Hermínio Duarte, o baluarte da fundação do Caçapava.

Provavelmente, os fundadores não faziam ideia da dimensão do que estavam criando, pois o Caçapava F.C., em pouco tempo, viria a se tornar o clube mais popular e de maior torcida em toda a história do futebol de Caçapava do Sul.

O esquadrão que disputou a partida inaugural em 20 de janeiro de 1920 estava assim formado:

Guarda-valas: Esteliano Silva. Beques: Luiz Coelho Leal, Paulo Mariath. Alfes: João Feliciano Chaves, Felício Trípoli, Sebastião Machado. Linha: Francisco Cunha, Remy Gorga, Percival Godói Ilha, Hermínio Duarte, Argeu Cheuiche

Não encontramos registro sobre qual foi a equipe que enfrentou o Caçapava na partida inaugural. Porém, sobre o local de sua fundação, embora muitas pessoas pensem que foi junto à árvore Magnólia da Rua 15 de Novembro, a solenidade, na verdade, ocorreu junto às árvores da espécie Casuarina que existiam no terreno da família Duarte.

A partir da criação do Caçapava, seguiram-se outros clubes de futebol, alguns de vida curta e outros que se tornaram tradicionais, como o Gaúcho, Aymoré e Floriano.



AYMORÉ ESPORTE CLUBE

A partir da fundação e do desenvolvimento das atividades do Caçapava F.C., a prática do futebol começou a ganhar admiradores, aumentando o interesse da população por este esporte.

Como um único clube de futebol não era suficiente para que todos os interessados pudessem participar e jogar, um grupo de cidadãos formado principalmente por pecuaristas, decidiu fundar outro clube de futebol. Assim, em 08 de setembro de 1924, originado do Clube Militar, surgia o Aymoré Esporte Clube, o tricolor de Caçapava do Sul com as cores azul, vermelho e branco, também chamado de “Índio-Caçapavano”.

Em poucos anos o Aymoré E.C. viria a se tornar o principal rival do Caçapava F.C., rivalidade esta que foi a principal responsável pelo desenvolvimento do futebol na cidade.

Ao longo de sua existência, o Aymoré sempre esteve muito ligado ao meio rural, recebendo, inclusive, apoio financeiro de muitos pecuaristas do município, o que foi importante para o desenvolvimento de suas atividades.

No início dos anos 70, o Aymoré viria a se consolidar como referência no futebol de nossa região, tendo sido, inclusive, campeão estadual de amadores em 1974, título que coroou as comemorações de seu cinquentenário (1924-1974).


A fotografia abaixo é datada de 1929 e mostra uma das primeiras formações do Aymoré. 



ESPORTE CLUBE GAÚCHO

Na quarta década do século XX o futebol já havia se consolidado como uma das principais atividades de entretenimento para a população de Caçapava do Sul. O futebol vinha sendo praticado na cidade a cerca de 20 anos e, durante este período, a rivalidade entre Caçapava F.C e Aymoré E.C. foi formada, criando na cidade algo semelhante a rivalidade da dupla Gre-Nal no Estado.

No contexto desta nova paixão esportiva, um grupo de cidadãos liderados pelo doutor Paulo, funcionário do Departamento de Produção Animal, de Caçapava do Sul, decidiram fundar um clube de futebol, com o objetivo de criar uma nova via esportiva para a população, além da dupla Ca-Ré.

Desse movimento nasceu o Esporte Clube Gaúcho, fundado no ano de 1943, com as cores vermelho e preto por influência do doutor Paulo, que era torcedor do Flamengo, do Rio de Janeiro.

Para a partida inaugural foi convidado o Caçapava F.C., o qual aceitou honradamente o convite para ser o padrinho do novo clube de futebol da cidade. A partida inaugural foi realizada no Campo do Engenho, no dia 14 de janeiro de 1943 (não encontramos registro sobre o escore da partida).

Logo após sua fundação, o Gaúcho iniciou, de forma organizada as suas atividades, tendo à frente um grupo de dirigentes entusiasmados que começou a trabalhar ativamente, conseguindo, entre outras coisas, tornar o Gaúcho um clube com apelo popular.

Ao longo de sua história o Gaúcho se consolidou, também, como um clube formador de atletas, pois pela sua base passaram vários jogadores que fizeram história no futebol da cidade.


A fotografia abaixo é datada de 14 de janeiro de 1943 e mostra a primeira formação da história do Gaúcho, sendo esta a equipe que disputou a partida inaugural com o Caçapava F.C., no Campo do Engenho. 

Infelizmente, somente cinco pessoas puderam ser identificadas, são elas: Orlando Alves, José Trindade e Oscar Fagundes (1º, 2º e 8º agachados da esquerda para direita, respectivamente), Tita Martins (4º de pé da esquerda para a direita) e Rivadávia Severo (o mascote bem na frente da equipe).


GRÊMIO ESPORTIVO CORINTIANS

Em 1951 foi criado no município o Curso de Admissão ao Ginásio, curso que deu origem ao Colégio Estadual Nossa Senhora da Assunção. Um grupo de alunos deste Curso, movidos pelo entusiasmo estudantil, decidiu criar um clube de futebol, para, entre outras finalidades, promover a congregação da recém formada comunidade estudantil.

Assim, no segundo semestre do ano de 1951, foi fundado o Grêmio Esportivo Corintians, com as cores bordô, verde e branco. Devido a esta “origem estudantil”, o Corintians, durante sua existência, sempre esteve ligado ao Colégio Estadual. Esta ligação era tanta que, invariavelmente, as pessoas o identificavam como o “time do Ginásio” ou o “time dos alunos do Ginásio”.

A partida inaugural foi realizada no areião da Praça Oswaldo Aranha, na data de 20 de setembro de 1951, tendo como adversário um time da cidade chamado Esperança.

O primeiro presidente do Corintians foi o senhor Eno Miranda, que também era zagueiro do time. A honra de ser o primeiro capitão coube ao senhor Amauri Machado.

A agremiação participou dos campeonatos da 1ª divisão até o ano de 1955. A partir de 1956 passou a disputar somente os campeonatos da 2ª divisão, participando, também, de torneios realizados no interior do município.

O primeiro título conquistado foi em 1953, onde sagrou-se campeão do "Torneio da Independência", competição realizada na Semana da Pátria que teve a participação de várias equipes da cidade e interior.

A fotografia é datada de 20 de setembro de 1951 e mostra a formação que disputou a partida inaugural, equipe composta pelos seguintes jogadores:

Em pé – Nicanor Silveira (árbitro), Aldo Melo (Tinguinha), Telmo Gonçalves, Adão Tavares, Pedro Marques, Eno Miranda, Pedrinho, Rivadávia Severo. Agachados – José Abascal, Jair Amaral, Amauri Machado, Martim Mayora, Silvio Chaves.


GRÊMIO ESPORTIVO FLORIANO

A década de 1950 foi, sem dúvida alguma, uma época de ouro para o futebol de Caçapava do Sul. Já existiam várias agremiações na cidade e no interior, a Prefeitura havia construído o campo de futebol municipal (embrião do atual Estádio Aristides de Macedo), a Liga Municipal de Futebol foi reorganizada e o futebol dominava os assuntos nos Cafés e nas rodas de amigos.

Neste contexto, em 07 de setembro de 1955, nasce o GRÊMIO ESPORTIVO FLORIANO, originado de uma fusão entre os times Fronteira e Cruzeiro, este último ligado a Família Taschetto. As cores escolhidas foram o azul e branco.

Com o passar dos anos o Floriano, sempre capitaneado pela Família Taschetto, se tornou uma importante agremiação da cidade, disputando em igualdade de condições as competições municipais com o Caçapava F.C. e o E.C. Aymoré.

O Floriano atingiu seu auge em meados dos anos 60, época em que formou grandes times, mesclando jogadores caçapavanos com jogadores “importados” de outros municípios.

A fotografia é datada de 1965 e mostra a melhor formação da história do G.E. Floriano: Em pé: Izoel Lima, Garibaldi, João Clóvis, Vilmar Seixas, Carlos, Valtinho. Agachados: Josué Lopes, Robertinho, Catulino, Ita, Adãozinho.

O segundo jogador em pé (Garibaldi e o último agachado (Adãozinho) eram jogadores de São Gabriel que vinham jogar em Caçapava. Garibaldi era zagueiro da melhor estirpe. Adãozinho era um ponta esquerda fantástico.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Um estádio agoniza no litoral gaúcho

Há mais de duas décadas, a cidade de Cidreira, no Litoral Norte gaúcho, tenta encontrar uma solução para o que se tornou um elefante branco no município: o Estádio Municipal Antônio Sessim, o “Sessinzão”, inaugurado em 1996.

Desde a vitória do Internacional sobre o Ypiranga de Erechim por 1 X 0 na inauguração, o gigante de concreto entre as dunas da praia ficou maior parte do tempo abandonado e sem manutenção, o que causou danos a estrutura. A nova administração da prefeitura busca agora encontrar uma alternativa para recuperação.

O recém-empossado prefeito da cidade Alexsandro Contini afirmou que tem como meta devolver o estádio à comunidade. A primeira medida vai ser uma pequena obra na entrada do estádio, que mesmo fora de uso para grandes jogos há quase 10 anos ainda gera curiosidade de visitantes.

A tarefa de recuperação, porém, será complexa. O “Sessinzão” até passou por uma reforma em 2007, quando recebeu jogos da dupla Gre-Nal no Gauchão. Na época, a prefeitura e parceiros gastaram mais de R$ 600 mil para deixar o estádio em condições de receber as partidas. Só que o projeto não teve seguimento no ano seguinte. Sem grandes atrações, novamente foi deixado de lado.

Os anos sem manutenção geraram vários danos às estruturas do estádio, que está interditado para jogos oficiais desde 2011. Uma parte da arquibancada ruiu e desabou. No outro lado, a situação é menos grave, ainda assim longe de condições para receber um jogo. A prefeitura calcula que uma reforma pode custar de 2 a 5 milhões de reais – algo inviável para os cofres municipais.

O prefeito Alexsandro Contini  garantiu que não pensa em demolir o estádio. Um dos engenheiros responsáveis pela construção do estádio de Cidreira, Renato Trevisan lembrou que o projeto idealizado pelo então prefeito Eloi Braz Sessim era ambicioso. Sessim, entretanto, teve o mandato cassado antes da inauguração. O nome do estádio foi uma homenagem do ex-prefeito ao pai.

Sem receber partidas profissionais há quase uma década, o estádio é atualmente palco apenas de partidas do futebol de várzea da região. Equipes locais e de municípios próximos utilizam o campo nos finais de semana ao longo do ano. O gramado está em bom estado.

Um funcionário da prefeitura conhecido como “Tio Ivo” é o responsável por cuidar do gramado. Há 11 anos, ele trabalha no local. De segunda a sexta ele vai ao estádio, molha e corta a grama e pinto as marcações. Aos finais de semana acompanha os jogos. Garante que a sua vida é estar no estádio. E sonha em ver o estádio novamente sendo usado para jogos profissionais.

O “Sessinzão” foi inaugurado em 2 de fevereiro de 1996 com o jogo Internacional 1 X 0 Ypiranga, pela primeira rodada do Gauchão. O primeiro gol do estádio foi marcado pelo volante Anderson;

Ainda em fevereiro de 1996, o estádio recebeu a “Copa Renner”, vencida pelo Grêmio. Participaram do torneio o Sport Recife (vice-campeão), o Nacional (Uruguai), e o Cerro Porteño (Paraguai). Após uma reforma, o estádio recebeu oito jogos da dupla Gre-Nal no “Gauchão” de 2007;

A capacidade do estádio na inauguração era de 18 mil lugares, bem maior que a população da cidade que, hoje, tem 14,5 mil pessoas segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Fonte: Jornal “Correio do Povo” - Fotos: Fabiano do Amaral)


O estádio quando foi inaugurado. (Foto: Divulgação)

“Tio Ivo”, o zelador, sentado a frente do estádio.

Tem lixo por toda a parte.

O retrato da desolação.

A vegetação alta está por toda a parte.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Memória do futebol de Caxias do Sul

Equipe do Susin Francescutti, de Caxias do Sul, campeão do SESI em abril de 1977. (Foto reprodução - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)

Equipe dos advogados, que jogou no quadrangular promovido pela Associação beneficiente Casa do Advogado, em Caxias do Sul, em abril de 1977. Em pé: Prazildo, Eliseu, Machado, Marcon, Jonas, Irevaldo e o técnico Osny. Agachados: Lain, Witecky, Chileno, Geraldo, Altamiro Boff, Graff e Zezinho. (Foto: Reprodução, jornal "O Pioneiro", de Caxias do Sul - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira))

A Seleção dos Metalúrgicos de Caxias do Sul, que conquistou título estadual sindical em abril de 1977. Em pé: Nilo, Miguel, Bobi, João Carlos, Eduardo, Sartor e o relações públicas Merenciano Cidade. Agachados: Cará, Lambari, Segalla, Techio e Zecão. A base do time agregava atletas da Marcopolo, com destaque para o goleiro João Carlos, Bobi, Zecão e Techio. (Foto: Reprodução, jornal "O Pioneiro", de Caxias do Sul - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)

Para coroar o esforço das equipes e atletas da "Copa Arizona", a loja "Courolândia Couroesporte", de Caxias do Sul reconhecia os destaques da competição. Acima, o então gerente Aires Lopes de Oliveira entrega uma bola ao ponta esquerda Antônio Marchioro, integrante da equipe do Ismael Chaves Barcellos, campeão daquela competição. Marchioro jogou no Flamengo (atual SER Caxias) no final da década de 1960.

A Copa Arizona foi realizada no campo do Círculo Operário Ismael Chaves Barcellos, localizado em Galópolis. Para assistir os jogos era cobrado ingresso. (Foto: Reprodução, jornal "O Pioneiro", de Caxias do Sul - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)


Fundado em 5 de julho de 1952, o Esporte Clube Floriano foi o primeiro time de futebol amador de Caxias do Sul a dispor de abrigo no uniforme. Vinculado a Liga Caxiense de Futebol, o clube teve entre seus jogadores e presidentes Alvis Santos Fiedler, um dos mais importantes gravadores da Metalúrgica Abramo Eberle, atuante na empresa entre 1945 e 1966.

Nas fotos disponibilizadas por Fiedler, 83 anos, o time em dois momentos em 1956. Acima, vemos a equipe com o abrigo. Em pé, da esquerda para a direita, o então presidente Alvis Santos Fiedler, os jogadores Foguinho, Reco, Chinesinho (apelido de Walter Lentz da Silva), Queixada (com a bola), Adelino e Chinês (apelido de Valdomiro Lentz da Silva), além do técnico Galego e o diretor João. 

Agachados estão o massagista Selvino e os jogadores Sebinho, Alemão (apelido de Eduardo Henke), Malaia, Carlinhos e Aparício. Na foto abaixo, o mesmo grupo, pronto para entrar em campo. Fotos: acervo pessoal de Alvis Santos Fiedler, divulgação - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)

Nos anos 1970, os hotéis Petrópolis e Trieste, de Arroio do Sal, promoviam jogos na beira da praia. A imagem acima destaca a equipe do Hotel Petrópolis com o proprietário do Hotel Trieste, conhecido por seu Zequinha (o último à direita, com roupa normal).

Entre os agachados, Luiz Felipe Scolari (o quarto da esquerda para a direita) e Paulinho Patê (primeiro à direita), que também atuou no Caxias. (Foto: acervo pessoal de Luiz Carlos da Rosa, o "Gariba" (em pé, atrás de "Felipão" - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)

Clássico Ca-Ju em 1978, com "Felipão" (à esquerda) e Cedenir. (Foto: banco de dados, Agência RBS - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)

"Felipão" em 1979, com a camisa da SER Caxias. (Foto: banco de dados, Agência RBS - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)

Luiz Felipe Scolari em 1979, durante jogo do Caxias contra o Grêmio, pelo Gauchão. (Foto: banco de dados, Agência RBS - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)

Felipão no intervalo de um treino coletivo em 1973, quando integrava o time do Aimoré, de São Leopoldo. (Foto: banco de dados, Agência RBS - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)

Dezoito anos após passar por Caxias do Sul pela primeira vez, em 1957 – quando o Santos enfrentou o combinado Fla-Ju no Estádio Alfredo Jaconi–, Édson Arantes do Nascimento, o "Pelé" retornou à cidade para a "Festa da Uva de 1975." Garoto-propaganda da marca "Colorado RQ" (Reserva de Qualidade), cujos televisores eram revendidos pela extinta "Lojas Caldart", o "Rei Pelé" visitou o recém-inaugurado "Parque de Exposições Mário Bernardino Ramos" (Pavilhões) e participou de uma concorrida agenda.

O roteiro daquele 20 de fevereiro de 1975 incluiu um churrasco na antiga Concessionária Volkswagen Wisintainer (então localizada na Rua Sinimbu, 135, atual Zaffari Lourdes), uma coletiva no parque, centenas de autógrafos e uma entrevista na bancada do Jornal do Almoço – na antiga TV Caxias Canal 8, com a presença do locutor da Rádio Caxias Adelar Neves e de Paulo Sant’ Ana, com seu inseparável cigarro. (Foto: banco de dados, Agência RBS - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)

Em 1975: "Pelé", com 35 anos, é entrevistado pelo jornalista Paulo Sant’Ana. (Foto: Galeno Rodrigues, banco de dados, Agência RBS, 20-2-1975 - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)


Estadio "Quinta dos Pinheiros", que abrigou o Juventude entre 1919 e 1954. Em 1955 recebeu o nome de "Alfredo Jaconi" e em 1975 foi reinaugurado. (Foto: Jornal "Zero Hora")

"Pelé" participandop de churrasco na antiga Concessionária Volkswagen Wisintainer. (Foto: Galeno Rodrigues, banco de dados, Agência RBS, 20-2-1975 - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)


1974. Presidente Willy Sanvito, do E.C. Juventude, poucos meses antes da reinauguração do estádio. (Fonte: Jornal "Zero Hora)

Time dos “Silva” (de verde) em 1973, na localidade de Capela da Luz. Foto: acervo pessoal de Antônio Almeida Neto, divulgação Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)


 A Capela da Luz, fundada ainda na década de 1980, é uma das mais antigas localidades do município de Monte Alegre dos Campos, antigo distrito de Vacaria. Natural daquela localidade, mas morador de Caxias desde os anos 1970 – quando chegou à cidade para trabalhar na extinta “Tecelagem Panceri” –, Antonio Almeida Neto, guarda diversas recordações da família e dos 10 irmãos.

Em 1973, por exemplo, os 11 irmãos Silva disputaram uma partida de futebol contra os 11 irmãos da família Toniolo, moradores da localidade de Santa Eulália, em Bento Gonçalves.

Na foto acima, o timão dos Silva completo: em pé: Oliveira (primeiro nome), Francisco, Antônio, Plínio, Olivério e Flamino. Agachados: Adair, Getúlio, Sebastião, Ivo e Amadeu, além do mascote do time, Márcio Roberto da Silva (filho de Getúlio).

Na segunda foto, os dois times no estádio do antigo 1º Batalhão Ferroviário, em Bento Gonçalves, onde ocorreu a partida. Em Bento, os Silva ganharam por 3 X 1. Na disputa realizada em Caxias, os Toniolo (de camisa vermelha) marcaram 1 X 0. (Foto: acervo pessoal de Antônio Almeida Neto, divulgação - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)

O time dos “Silva” em 1970. (Foto: acervo pessoal de Antônio Almeida Neto, divulgação. Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)

O time de futebol amador da Capela da Luz em meados de 1965. À época, as disputas varzeanas mobilizavam diversos moradores das capelas vizinhas, no interior de Vacaria.

Em pé: Oraci Bueno, Plínio Almeida da Silva, Evilázio Bueno, Adalo, Evori Bueno e Flavir Fernandes de Almeida. Agachados: Flávio Ferreira, Olivério Almeida da Silva, Jorge, Noly Bittencourt e o próprio Antonio de Almeida Neto, então com 16 anos. Detalhe: um erro em cartório suprimiu o Silva do nome de Antonio. (Foto: acervo pessoal de Antônio Almeida Neto, divulgação. Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)



Maio de 1959. Dois lances de um sensacional clássico Fla-Ju, vencido pelo Flamengo por 1 X 0. (Foto: Jornal: "Caxias Magazine)

1959. Macalé, jogador do Flamengo. (Foto: Jornal "Caxias Magazine")
Outubro de 1958. "Pastelão", tecnico do Juventude - . (Foto: Jornal "Caxias Magazine) 


1958. Guizzoni, técnico do G.E. Flamengo. (Foto: Jornal "Caxias Magazine")


1958. Lori, um dos destaques do Juventude. (Foto: Jornal "Caxias Magazine")

G.E. Gianella, sem o ano. (Foto: Jornal "Vida Esportiva)


1958. Paulo Correia de Oliveira, o "Paulinho", goleiro do E.C. Juventude. Natural de Porto Alegre. Antes, jogou no Renner, de Porto Alegre, Aimoré, de São Leopoldo e Floriano, de Novo Hamburgo. Títulos conquistados: Campeão de Aspirantes pelo Renner, em 1948. Campeão Municipal de São Leopoldo, vice-campeao gaúcho pelo Aimoré, em 1960 e sua maior conquista, campeão Panamericano de 1956, defendendo a Seleção Gaúcha que representou o Brasil naquela ocasião. (Foto: Jornal "Caxias Magazine)


Este é o Esporte Clube Cruzeiro do Sul, campeão varzeano invicto de 1956. Em pé: Nadir - Sandi - Neno - Bugio - Vacariano - Bedeu - Gambá - Baixinho (técnico) e Romeu de Antoni (presidente). Agachados: Julinho (massagista) - Alexandre - Waldir - Vasco - Amaral e Vieiro. (Fonte: Boletim Eberle)

Há 60 anos, em 5 de dezembro de 1954, o Esporte Clube Juventus conquistava o tricampeonato no Certame Varzeano de Caxias do Sul. Enfrentando o não menos lendário Az de Ouro.

O Juventus entrou em campo com a vantagem do empate. Conforme reportagem do jornal "O Pioneiro" da época, mesmo com o adversário abrindo o placar, aos 21 minutos do primeiro tempo, o time virou o jogo na segunda etapa, vencendo por 2 X 1.

A festa, iniciada no antigo campo do Juventude (Estádio Alfredo Jaconi), prosseguiu na sede da agremiação, então localizada na esquina das ruas Tronca e Marechal Floriano. Na época, os jogadores e associados eram moradores do antigo bairro lusitano.

Pela ordem: Primo Carlin, Enoir Facchin, Rui Travi, Silvano Kuhn, Zatir Carlin, Hilário Frigeri, Euclides Dartora (o Bola), Itacir Scalabrin, Luis Amaral, Elídio Scalabrin e o goleiro Edino Chies. O presidente do time, Ítalo Dartora (ausente na foto), também acumulava a função de treinador. (Foto: Ari Pastori. Acervo pessoal de Alvis Fiedler, divulgação - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)


1954. Marquinho, Chicão, Agenor e Brandão, quatro jogadores que brilharam na Divisão Principal do futebol gaúcho e depois de deixarem o profissionalismo defenderam o time amador do "Az de Ouro", de Caxias do Sul. (Foto: Jornal "Vida Esportiva)

Time do Ourimosel, da Ouriversaria Mosela, de Caxias do Sul, campeão do "Torneio Cesar Prietto", disputado em agosto de 1954. Em pé: Janudo - Popô - Eroni - Toco - Jango e Dolerino. Agachados: Zulmiro - Aramis - Braga e Passarinho. Roni, Travassos e Ermindo também jogaram. (Foto: Jornal "Vida Esportiva")

O time do Juventus em 15 de agosto de 1952, quando participou das Olimpíadas Caxienses. (Foto: Foto Schneider, acervo pessoal de Alvis Fiedler, divulgação. Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)

O Juventus em 1950. Foto: acervo pessoal de Alvis Fiedler, divulgação. Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)

O time de futebol do Gremio Atlético Eberle durante um desfile pela Rua Sinimbu, defronte à Catedral Diocesana. 

A origem do Grêmio Atlético Eberle remete ainda 1934, quando foi fundado o Grêmio Esportivo Fluminense. Quatro anos depois, em 1938, a direção da metalúrgica decidiu dar maior ênfase ao futebol e proporcionar um espaço de lazer a seus funcionários. Abramo optou, então, por incorporar o Fluminense à empresa, alterando sua denominação.

Fundado em fevereiro de 1938, o Grêmio Atlético Eberle congregava centenas de funcionários nas mais diversas modalidades culturais e desportivas. Além do futebol, dispunha de departamentos de basquete, vôlei, ciclismo, natação, boxe, bolão, bocha, ping-pong, xadrez e atletismo.
  
Os torneios citadinos e as competições internas, com times masculinos e femininos, também costumavam receber ampla divulgação na coluna "Ponta de Lança", do Boletim Eberle. (Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)


No passado, o Grêmio Esportivo Ismael Chaves Barcellos representou o futebol da comunidade de Galópolis, em Caxias do Sul. A equipe integrava o departamento esportivo do Círculo Operário Ismael Chaves Barcellos. O elenco de jogadores era oriundo do Lanifício São Pedro.

Na imagem de 1943, percebe-se o saudoso time formado por operários da fábrica têxtil. Recentemente, Evandro Battassini concluiu uma compilação de fotografias. O memorial esteve exposto no saguão do restaurante Cindi Lanches, em Galópolis. (Foto: Sisto Muner. Colaboração de Carlos Bovo - Publicado na coluna de Roni Rigon no jornal “O Pioneiro”, de Caxias do Sul)

Grêmio Esportivo Eberle anos 1940Em pé: o presidente José Mocelin, Castelhano e os jogadores Osvaldo Vanoni, César Frizzo, Primo Gastaldello, Arlindo May, Fortunato Brocca, Alcides Bedin, um jogador não identificado, Rubens Bortagaray, Setembrino Reis, Dambroz e Décio Nabinger. À direita, de terno, os diretores de futebol Egídio Peletti e Eduardo Torresina. (Foto: acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)


Time juvenil do Grêmio Esportivo Fluminense. Sem o ano. O Grêmio Esportivo Fluminense, de Caxias do Sul foi fundado no dia 15 de novembro de 1934. Esse nome perdurou até 1945 quando mudou para Grêmio Atlético Eberle, representando a indústria caxiense Eberle. As cores também mudaram. O azul e amarelo deram lugar ao azul e branco.

O sucesso do Fluminense foi rápido, isso porque com apenas nove anos conquistou em 1943 o seu primeiro Campeonato Citadino de Caxias do Sul. Em 1944 não houve campeonato municipal devido ao boicote de Juventude e Caxias. Por isso o bicampeonato só veio em 1945.

Em 1946 mais um citadino foi conquistado sobre o Juventude. Com três conquistas o Fluminense era o segundo maior campeão de Caxias do Sul até então, perdendo no número de conquistas para o Juventude, superando inclusive o Caxias.

Em 1951 o Fluminense retomou as conquistas, vencendo o Torneio Início de Caxias do Sul, derrotando o Gianella na final, e o Torneio “Dia do Futebol”, superando o Caxias na decisão.

Depois de alguns anos de disputas de competições municipais de Caxias do Sul, o Fluminense desativou seu setor de futebol e negociou seu estádio, em fevereiro de 1954.

O estádio do Fluminense era o “Colina Fantasma”, que tinha capacidade para 4 mil pessoas. O estádio foi vendido e em 1954, e em seu lugar foi construído o prédio que inicialmente recebeu a “Festa da Uva”, e desde 1975 é usado como sede de Prefeitura de Caxias do Sul.

O Grêmio Esportivo Fluminense fazia clássico com o Esporte Clube Juventude, sendo esse o “Flu-Ju”. Também realizava os clássicos “Fla-Flu” com a SER Caxias, antigo Grêmio Esportivo Flamengo, e o “Flu-Nella” com Grêmio Esportivo Gianella, todos da cidade de Caxias do Sul. (Foto: Divulgação)


Na foto acima, datada de 1933, a equipe de futebol do Libertador, de Galópolis, bairro de Caxias do Sul, formada pelos seguintes atletas: Hercole Belló, Antonio Ortolan, Ricieri Moreschi, Ari Marrenco e Beno Scheneider (atrás); e Olimpio Vieira, Atanagildo Rodrigues, Demetrio Marchioro, Leodorio Belló, Bergozza e Guilherme Vial (à frente).

Em pé à direita, um senhor identificado como “Bicudo”. Verônica Dal Prá (com a bandeira) era a madrinha do clube, e Filomena Manfro (E) acompanhava o pai, patrono do time. Orestes Manfro, de terno escuro, que se notabilizou por seu trabalho na administração do Lanifício São Pedro, empresa textil que impulsionou o desenvolvimento de Galópolis. (Foto: Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)


Apenas por curiodade, publico uma foto do casal Orestes Manfro e Clélia (à esquerda, atrás) veraneando com amigos na praia de Torres em 1924. Destaque para os trajes de banho usados na época. (Foto: acervo pessoal da família Spinato, divulgação - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)

E estes trajes de banho, então? Coisas de um passado distante. Lembrança do veraneio de 1957: a partir da esquerda, o casal José Fontana e Rosalinda Fontana com os filhos Zecão e Maria Elisa; o casal Generosa e Aquilino Felippi, com os filhos Romeu e Zilá; a babá Maria Oss, a amiga Marieta Rossatto Felippi e uma garota torrense não identificada. (Foto: Acervo pessoal de Rosalinda Fontana, divulgação - Blog Memória Rodrigo Lopes de Oliveira)


Associação Atlética Santa Cruzense, de Rio Pardo, em 1931. O time principal formava com: Vitalino - Nero e Patrô Primeiro. Henrique - Lilo e Zelão. Patrô Segundo - Miguel - Silvio - Manoel e Wandir. (Foto: DN 1)